Coca Cola Azul

27/05/2010

Já havíamos comentado sobre a Coca Cola Verde no EcoLLOgia e agora vamos falar da Coca Cola Azul, ou melhor, da grande sacada que a Coca Cola teve, vamos explicar melhor.

O Festival de Parintins, no Amazonas.

O festival folclórico que só perde em tamanho para o Carnaval, acontece todo fim de junho onde Caprichoso (representando pela cor azul) e Garantido (representado pelo vermelho) se enfrentam para ver quem é o melhor bumbá.

Durante as três noites de festa, a cidade fica literalmente rachada ao meio com placas, postes, casas, tudo pintado nas cores de cada boi, demarcando seus territórios que se dividem no Centro Cultural e Esportivo Amazonino Mendes, mais conhecido como “bumbódromo”, onde as facções se encontram para belíssimos desfiles. E coisa lá em Parintins é levado a sério: quem usa vermelho, nem quer saber de azul e os azuis enxergam no vermelho a cor do cão! Até as notas dadas pelos juizes são registradas em caneta verde e é terminantemente proibido pronunciar o nome do adversário, sendo apenas chamado de “o contrário”.

De alguns anos pra cá, a festa tomou proporções internacionais e grande empresas estão patrocinando o evento, entre elas a Coca-Cola. Porém, o titã dos refrigerantes encontrou um problema seríssimo de ordem diplomática: os seguidores do Caprichoso não consumiam a Coca pela cor vermelha, que em suas cabeças dava total conotação a turma do Garantido. Isso começou causar problemas a Coca pois os caprichosos deixam de consumi-la e caiam nas graças da eterna rival Pepsi que, coincidentemente, é azul.

O problema exigia medidas drásticas, que acabou culminando na regionalização da comunicação de um produto que tem uma comunicação mundial: em decisão inédita e única em mais de 100 anos da empresa, a coca lançou a sua lata na cor azul!

[Alguns dizem que essa decisão não foi inédita, que no Grêmio e no Boca Juniors o logo da Coca já é usado em azul. Concordo com quem fala isso, mas no quesito “mudar a cor da embalagem do produto”, isso sim, de fato é inédito.]

Com autorização da matriz em Atlanta – EUA , pra não perder market share para a concorrente, são feitas a latas azuis, azul e vermelha (meio a meio) e as normais vermelhas.

E não somente a cor, mas toda a divulgação visual passa por uma mudança radical também. Uma amostra de como o produto e/ou o marketing precisam se regionalizar para vender e isso incide diretamente no logotipo,  na identidade visual que a empresa possui. Uma coisa interessante: repare que o azul que a Coca usa é um tom claro. Claramente uma escolha proposital, pois a Pepsi usa um tom de azul mais forte. Mesmo usando a mesma cor do concorrente, busca-se a individualização na mente do consumidor.


O que é Flexografia?

06/05/2010
Flexografia é um processo de impressão gráfica em que a fôrma, um clichê de borracha ou fotopolímero, é relevográfica. O sistema pode ser considerado como um “bisneto” do carimbo. Usa-se tintas líquidas altamente secativas, a base de água, solvente ou curadas por luz UV ou feixe de elétrons. Uma de suas virtudes é a flexibilidade para imprimir os mais variados suportes, de durezas e superfícies diferentes.
Não se sabe ao certo onde surgiu a Flexografia. Os ingleses dizem ter documentos comprovando que sua origem data do final do século XVIIII, pela sociedade Comercial Bibby, Barons & Sons Ltda. Já os registros históricos apontam o surgimento da flexografia nos Estados Unidos, no ano de 1860.
A tinta, que inicialmente era um corante a base de anilina dissolvida em álcool, desenvolveu-se em meados dos anos 50, assumindo o pigmento como elemento corante e agregando valor às exigências dos produtos impressos. De suas origens, a flexografia ainda guarda o nome “anilox”, alusão ao cilindro entintador que transferia suas tintas a base de anilina.
No início era chamado de “impressão com anilina”. Em 1952, no 14°Fórum do Instituto de Embalagens, foi realizada uma votação entre os fornecedores presentes, em que o processo passou a ser chamado de Flexografia.
Características do processo
Gravação das Fôrmas de Impressão

A flexografia é um processo de impressão direto caracterizado pelo emprego de uma fôrma relevográfica (isto significa que seus grafismos ou áreas de impressão estão em relevo) e resiliente, produzida na forma de chapas planas ou camisas (tubulares, para máquinas impressoras dotadas de mandris e sistema de ar comprimido, indicadas para trocas rápidas).
Historicamente, o primeiro processo “industrial” de obtenção da fôrma flexográfica foi o processo conhecido como “matriz negativa” – uma fôrma relevográfica de tipografia (clichê de zinco) era colocado numa prensa com plateaus aquecidos e altíssima pressão, juntamente com um material termo moldável: o baquelite, bastante utilizado na fabricação de cabos de panelas, por exemplo.
O resultado era uma matriz com as imagens em negativo, que voltavam à prensa aquecida, postas em contato com uma borracha.
Com o calor e a pressão, a borracha vulcanizava e as imagens negativas do baquelite invertiam-se em relevos na chapa de borracha.
As irregularidades e desuniformidades requeriam um processo de acabamento conhecido como retífica do clichê (aplicação de calços para compensar as diferenças de altura dos grafismos e contra-grafismos).
Antes deste processo, as fôrmas eram de borracha e entalhadas manualmente. Ainda hoje encontramos algumas empresas com o processo de entalhe manual para embalagens de papelão ondulado e impressões de traços simples.
Com o desenvolvimento do fotopolímero pela multinacional Dupont, a flexografia passou por uma mudança sem dúvida revolucionária: chapas com maior durabilidade, precisão e qualidade, aptas a serem gravadas com lineaturas superiores a 42 l/cm. O nome comercial do fotopolímero da Dupont – o “Cyrel” tornou-se sinônimo de chapas flexográficas, muito embora hoje exista uma miríade de marcas e fabricantes, como a japonesa Asahi, a alemã BASF (atual Flint), a americana MacDermid etc.
O fotopolímero, inicialmente gravado pelo processo de exposição com lâmpadas UV especiais também evoluiu bastante. A primeira geração constituía-se num processo analógico, com a exposição de um filme (fotolito) matte para a geração de uma imagem latente e a posterior revelação com percloroetileno e escovação. Aprimoramentos para aumentar a produtividade dos equipamentos (em especial, as processadoras) e tornar o processo mais amigável ao meio-ambiente levaram a Dupont ao desenvolvimento do processo térmico – o Cyrel Fast, que substitui os químicos e a escovação por uma manta especial e aquecida.
Surgiram também os equipamentos de gravação digital (geração 1), com fotopolímero especial dotado de uma máscara negra e cópia laser da imagem sobre a máscara, com a posterior revelação por ação ablativa (lavagem). Os pontos obtidos na tecnologia digital apresentam menor ganho de ponto quando pressionados na impressão, ombros mais verticalizados e frágeis.
A última tecnologia na gravação de fôrmas flexográficas são os sistemas de gravação direta a laser em camisas tubulares confeccionadas de fotopolímero (Cyrel Round) e diversos tipos de borrachas (elastômeros) especiais.
Mercado de atuação
A flexografia pode imprimir praticamente qualquer tipo suporte, e atua em diversos segmentos, desde a impressão em banda larga (embalagens) até a banda estreita (etiquetas e rótulos). Apesar de ter sido estigmatizada durante muitos anos como um processo de impressão de baixa qualidade, quando comparada à rotogravura, o avanço tecnológico da flexografia levou-a a um novo patamar de qualidade, tão boa quanto a impressão rotogravura ou offset, desde que sejam observados os inúmeros controles e monitoramento das variáveis durante o processo.

A importância da comunicação visual!

04/05/2010
A maioria das pessoas não sabem da importância da Comunicação Visual em nosso dia-a-dia. Mesmo tendo consciência dessa realidade, a Identidade Visual se mostra cada vez mais necessária como ferramenta de publicidade e notificação diversificada nos mais complexos segmentos sociais e comerciais.
Se por exemplo andarmos pelas ruas notaremos de forma precisa, as mais diversas sinalizações e anúncios dos mais diversos gêneros e tamanhos, estarão ao alcance de nossa visão e sentidos.
A comunicação visual dos rótulos garante os posicionamentos exacerbados, tornando certas marcas representantes de produto, em sua categoria.
O homem – usuário convive com estímulos exteriores que afetam os sentidos, induz no modo de pensar, de usar e de consumir. Com o reconhecimento do produto pelo rótulo, o usuário pode tornar tangível segurando a embalagem, cheirando e experimentando.
O reconhecimento do produto implica no contato visual ou mesmo no uso anterior.
O rótulo permite esse reconhecimento, a identidade visual com o rótulo do produto traz, informações sobre ingredientes ou composição,
finalidade do produto, modo de uso, além do aspecto informacional, o rótulo também agrega valores estéticos ao produto.
Sendo assim, as empresas têm tido mais consciência da importância destes novos meios de comunicar uma idéia e/ou uma marca e, portanto, investem cada vez mais nisto. Afinal, Comunicação Visual e Promoção são excelentes instrumentos de consolidação e renovação de sua imagem ou mesmo ótimas ferramentas de vendas e divulgação de produtos e serviços.